sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A Fábula das Duas Pulgas

Ouvi esta fábula numa palestra 


Duas pulgas diretoras estavam conversando e então uma comentou com a outra:

- Sabe qual é o nosso problema? Nós não voamos, só sabemos saltar. Daí nossa chance de sobrevivência quando somos percebidas pelo cachorro é zero.

É por isso que existem muito mais moscas do que pulgas. 

Elas então decidiram contratar uma mosca para treinar todas as pulgas a voar e entraram num programa de treinamento de vôo e saíram voando. 

Passado algum tempo, a primeira pulga falou para a outra: 

- Quer saber? Voar não é o suficiente, porque ficamos grudadas ao corpo do cachorro e nosso tempo de reação é bem menor do que a velocidade da coçada dele. Temos de aprender a fazer como as abelhas, que sugam o néctar e levantam vôo rapidamente. 

Elas então contrataram uma abelha para lhes ensinar a técnica do chega-suga-voa. Funcionou, mas não resolveu. A primeira pulga explicou por quê: 

- Nossa bolsa para armazenar sangue é pequena, por isso temos de ficar muito tempo sugando. Escapar, a gente até escapa, mas não estamos nos alimentando direito. Temos de aprender como os pernilongos fazem para se alimentar com aquela rapidez. 

E então um pernilongo lhes prestou treinamento para incrementar o tamanho do abdômen. Resolvido, mas por poucos minutos. Como tinham ficado maiores, a aproximação delas era facilmente percebida pelo cachorro, e elas eram espantadas antes mesmo de pousar. Foi aí que encontraram uma saltitante pulguinha, que lhes perguntou: 

- Ué, vocês estão enormes! Fizeram plásticas? 

- Não, entramos num longo programa de treinamento. Agora somos pulgas adaptadas aos desafios do século XXI. Voamos, picamos e podemos armazenar mais alimento. 

- E por que é que estão com cara de famintas? 

- Isso é temporário. Já estamos fazendo treinamento com um morcego, que vai nos ensinar a técnica do radar de modo a perceber, com antecedência, a vinda da pata do cachorro. E você? 

- Ah, eu vou bem, obrigada. Forte e sadia. 

Mas as pulgonas não quiseram dar a pata a torcer, e perguntaram à pulguinha: 

- Mas você não está preocupada com o futuro? Não pensou em um programa de treinamento, em uma reengenharia? 

- Quem disse que não? Contratei uma lesma como consultora. 

- Mas o que as lesmas têm a ver com pulgas, quiseram saber as pulgonas. 

- Tudo. Eu tinha o mesmo problema que vocês duas. Mas, em vez de dizer para a lesma o que eu queria, deixei que ela avaliasse a situação e me sugerisse a melhor solução. E ela passou três dias ali, quietinha, só observando o cachorro e então ela me disse: "Não mude nada. Apenas sente na nuca do cachorro. É o único lugar que a pata dele não alcança". 

MORAL DA HISTÓRIA: 

Você não deve focar no problema e sim na solução. Para ser mais eficiente é necessário estudar, analisar e não falar. Muitas vezes, a GRANDE MUDANÇA é uma simples questão de reposicionamento, execução e praticidade. Não queira complicar, seja prático e objetivo.

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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Toque de Vencer!


(texto de Roberto Shinyashiki - publicado na Revista VENCER!)

Adeus preguiça!

A acomodação com a vida que temos significa que nos acostumamos com pouco, enquanto deixamos passar oportunidades, que ocorrem debaixo dos nossos olhos.

Quem foi contaminado pelo vírus da acomodação sempre deixa para amanhã o que poderia fazer hoje, evitando agir e decidir para não lidar com as conseqüências de seus atos, ou perder o conforto e a segurança, mesmo que limitadas.

São pessoas que se recusam a encarar qualquer tipo de risco, mesmo tendo talento para alcançar seus objetivos e serem felizes.

E para evitar o trabalho que terão ao lidar com o sofrimento desconhecido, elas se adaptam ao sofrimento conhecido. Assim, qualquer pequena transformação é evitada.

Procurar um novo emprego? Nem pensar! Mesmo que a oferta seja melhor e as perspectivas mais promissoras.

Uma pessoa acomodada não aceita mudar de emprego porque já domina as tarefas que realiza e prefere a segurança de um trabalho medíocre a correr o risco de ser feliz em outra empresa.

Existem também as pessoas que se acomodam afetivamente. Elas mantêm o casamento apenas porque a separação e a busca de uma nova companhia demandam grande esforço.

Enfrentar esses desafios pode ser importante para a sua realização. Tenha coragem em vez de ficar distraído, olhando a vida passar sem se dar conta do que está acontecendo ao redor.

As coisas correm bem debaixo de seus olhos, e você desperdiça seguidamente as oportunidades porque não têm coragem de agir.

Este é o momento da virada, de retomar o controle sobre sua vida e fazer acontecer. Talvez você não tenha mais oportunidade de fazer do seu jeito, da maneira como você deseja.

É agora ou nunca. É tudo ou nada!

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terça-feira, 21 de agosto de 2012

O problema de um é problema de todos.


Uma ratoeira, e dai?
Recebido pela internet


Um rato, olhando pelo buraco na parede, viu o fazendeiro e a mulher abrindo um pacote.

Ao descobrir que era uma ratoeira, ficou aterrorizado. Correu ao pátio advertindo a todos: - Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa!

A galinha, disse: - Desculpe-me, Sr. Rato. Eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.

O rato foi até o porco e lhe disse: - Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!

 - Desculpe-me, Sr. Rato, disse o porco. Mas, não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranqüilo. O senhor será lembrado nas minhas preces.

O rato dirigiu-se, então, à vaca. Ela, num muxoxo, disse: - Uma ratoeira? Isso não me põe em perigo... Então, o rato, cabisbaixo, voltou para a casa para encarar a ratoeira.

E naquela noite, ouviu-se um barulho! Meu Deus, era a ratoeira pegando sua vítima!
A mulher do fazendeiro correu para ver o que estava lá. No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher...

O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital.

Ela voltou para casa com febre.

Para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.

Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.
Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.

A mulher não melhorou e acabou morrendo.

Muita gente foi ao funeral.
Para alimentar todo aquele povo, o fazendeiro, então, sacrificou a vaca!


MORAL DA HISTÓRIA: Na próxima vez em que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema, e, acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco!!

Numa comunidade, numa empresa, o problema de um é problema de todos.


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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O Poder do Marketing


por Miriam Nunes


O que você acharia de uma empresa que dá aos seus clientes uma pedra de aquário como "brinde" (não é um saco de pedras, é uma só, ok?) E você?

Andaria com uma pedra de fundo de aquário pendurada no pescoço ou guardada na carteira? Calma, pode até parecer coisa de gente maluca, como muitos devem estar pensando. Mas acredite se quiser, conheço pelo menos meia dúzia de pessoas do meu relacionamento que estão usando pedra de aquário como amuleto.

Antes de iniciar, gostaria de lembrar que esse não é um exemplo a ser seguido. Cito esta história apenas para mostrar como é possível AGREGAR VALOR, até mesmo, nas coisas mais simples fazendo o que muitos chamam de marketing.

Uma empresa que não convém mencionar o nome e nem o ramo de atuação estava com um problema. Havia prometido um brinde especial aos seus clientes em troca de informações para o cadastro (o famoso mailling).

Como o número de pessoas cadastradas superou as expectativas surgiu o impasse: sairia muito caro dar o presente pensado inicialmente.

Então, o departamento de marketing tinha que fazer o milagre da multiplicação. Com a mesma verba (prevista no início) "criar" um brinde para todos os clientes cadastrados. Isso dava algo como R$ 0,20 (vinte centavos) por pessoa!!! Depois de pensarem nas soluções mais bizarras, alguém deu a idéia de comprar alguns sacos com pedras para fundo de aquário e distribui-las. Ainda sobraria dinheiro.

Mas quem gostaria de ganhar uma pedrinha de fundo de aquário?_ você deve estar se perguntando. Resolvido o primeiro problema (o que dar) eles ainda precisavam resolver o segundo: COMO AGREGAR VALOR A UMA PEDRA?

Primeiro embrulhando-a para presente. Com o dinheiro que sobrou compraram cetim amarelo (psicologia das cores: amarelo lembra ouro) e mandaram uma costureira fazer saquinhos, destes que são amarrados na parte de cima como nas embalagens de jóias. Ok, mas ao abrir o tal saquinho o cliente ainda encontraria uma simples pedra de aquário, não?

A solução foi pegar carona no misticismo. Alguém criou uma história que a pedra foi trazida de um lugar distante onde viveram as civilizações antigas e onde o povo a usava como talismã, pois acreditava que ela protegia o seu detentor contra a inveja. O texto foi impresso num cartãozinho e enviado junto com o saquinho.

Tudo com o logotipo e endereço da empresa.

Analisando a reação de quem recebeu. Primeiro viu a embalagem, depois ficou curioso em abri-la, leu o cartãozinho (preso à fita amarrada ao saquinho), quando finalmente viu o "brinde", o cliente não enxergou uma pedra de aquário. Aquilo já tinha o valor de um amuleto ou, para os menos supersticiosos, de uma pedra trazida de uma cultura antiga. Enfim, ainda hoje encontro pessoas que mandaram pendurar a pedra numa corrente, usam-na no fundo da bolsa ou na carteira.

Se pararmos para pensar veremos que são muitas as "pedras de aquários" que nós consumimos. Por que tomamos um xarope de cola que destrói os ossos? Por que algumas madames gastam verdadeiras fortunas para comprar um pedaço de pano na Daslu? Por que jantamos no restaurante A?

Por que queremos ter o carro da marca X? Por que contratamos o fulano e não o sicrano? Como entender que embora muitos dos similares destes serviços/produtos sejam mais baratos - e em alguns casos até melhores - as pessoas continuem desejando-os? A resposta é simples: eles possuem "valor agregado" a sua imagem.

Para os céticos que ainda duvidam das estratégias desenvolvidas pelos profissionais de comunicação e marketing, fica aqui este exemplo. É melhor acreditar neles e na capacidade deles agregarem valor ao seu produto que ficar como muitas pessoas que conheço: agarradas num "talismã" contra a inveja e acreditando no "poder" da pedra de aquário.



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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Em momentos de crise, só a criatividade é mais importante que o conhecimento


O Cachorro e a Pantera
(Conto Popular)


Um senhor muito rico vai a caça na África e leva consigo um cachorrinho para não se sentir tão só naquelas regiões. Um dia, já na expedição, o cachorrinho começa a brincar de caçar mariposas e quando se dá conta já está muito longe do grupo do safari.

Nisso vê que vem perto uma pantera correndo em sua direção. Ao perceber que a pantera irá devorá-lo, pensa rápido no que fazer. Vê uns ossos de um animal morto e se coloca a mordê-los. Então, quando a pantera está a ponto de atacá-lo, o cachorrinho diz:
- Ah, que delicia esta pantera que acabo de comer!

A pantera para bruscamente e sai apavorada correndo do cachorrinho e vai pensando:
- Que cachorrinho bravo! Por pouco não come a mim também!

Um macaco que estava trepado em uma árvore perto e que havia visto a cena, sai correndo atrás da pantera para lhe contar como ela foi enganada pelo cachorro.

Mas o cachorrinho percebe a manobra do macaco. O macaco alcança a pantera e lhe conta toda a história. Então a pantera furiosa diz: - Cachorro maldito! Vai me pagar! Agora vamos ver quem come quem!

- Depressa! - Disse o macaco. - Vamos alcançá-lo.

E saem correndo para buscar o cachorrinho. O cachorrinho vê que a pantera vem atrás dele de novo e desta vez traz o macaco montado em suas costas

- Ah, macaco desgraçado! O que faço agora? Pensou o cachorrinho.
O cachorrinho ao invés de sai correndo, fica de costas como se não estivesse vendo nada, e quando a pantera está a ponto de atacá-lo de novo, o cachorrinho diz:

- Maldito macaco preguiçoso! Faz meia hora que eu mandei me trazer uma outra pantera e ele ainda não voltou!

Em momentos de crise, só a criatividade é mais importante que o conhecimento.

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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A Fábula da Galinha Vermelha


Conto popular:

A história da galinha vermelha que achou alguns grãos de trigo e disse a seus vizinhos:


 - Se plantarmos trigo, teremos pão para comer. Alguém quer me ajudar a plantá-lo?'
- Eu não, disse a vaca.
- Nem eu, emendou o pato.
- Eu também não, falou o porco.
- Eu muito menos, completou o ganso.
- Então eu mesma planto, disse a galinha vermelha.

E assim o fez. O trigo cresceu alto e amadureceu em grãos dourados.
- Quem vai me ajudar a colher o trigo? Quis saber a galinha.
- Eu não. Disse o pato.
- Não faz parte de minhas funções. Disse o porco.
- Não depois de tantos anos de serviço. Exclamou a vaca.
- Eu me arriscaria a perder o seguro-desemprego. Disse o ganso.
- Então eu mesma colho. Falou a galinha, e colheu o trigo ela mesma.

Finalmente, chegou a hora de preparar o pão.
- Quem vai me ajudar a assar o pão? Indagou a galinha vermelha.
- Só se me pagarem hora extra. Falou a vaca.
- Eu não posso por em risco meu auxílio-doença. Emendou o pato.
- Eu fugi da escola e nunca aprendi a fazer pão. Disse o porco.
- Caso só eu ajude, é discriminação. Resmungou o ganso.
- Então eu mesma faço. Exclamou a pequena galinha vermelha.
Ela assou cinco pães, e pôs todos numa cesta para que os vizinhos pudessem ver.

De repente, todo mundo queria pão, e exigiu um pedaço. Mas a galinha simplesmente disse:
- Não, eu vou comer os cinco pães sozinha.
- Lucros excessivos!. Gritou a vaca.
- Sanguessuga capitalista! . Exclamou o pato.
- Eu exijo direitos iguais!. Bradou o ganso.
O porco, esse só grunhiu.

Eles pintaram faixas e cartazes dizendo 'Injustiça' e marcharam em protesto contra a galinha, gritando obscenidades. Quando um agente do governo chegou, disse à galinhazinha vermelha:
- Você não pode ser assim egoísta..
- Mas eu ganhei esse pão com meu próprio suor. Defendeu-se a galinha.
- Exatamente. Disse o funcionário do governo. Essa é a beleza da livre empresa. Qualquer um aqui na fazenda pode ganhar o quanto quiser, mas sob nossas modernas regulamentações governamentais, os trabalhadores mais 
produtivos têm que dividir o produto de seu trabalho com os que não fazem nada.
E todos viveram felizes para sempre, inclusive a pequena galinha vermelha, que sorriu e cacarejou:
- Eu estou grata, eu estou grata.

Mas os vizinhos sempre perguntavam por que a galinha, desde então, nunca mais fez porra nenhuma...Nem mesmo um pão.

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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Jeito de Falar

História popular



Certa vez um rei sonhou que havia perdido todos os dentes. Ele acordou assustado e mandou chamar um sábio para que Interpretasse o sonho.

 - Que desgraça, Senhor! Exclamou o sábio. Cada dente caído representa a perda de um parente de Vossa Majestade!

 - Mas que insolente, gritou o rei. Como se atreve a dizer tal coisa?

Então, ele chamou os guardas e mandou que lhe dessem cem chicotadas.

Aí resolveu chamar outro sábio para Interpretar o mesmo sonho. E este lhe disse:

 - Senhor, uma grande felicidade vos está reservada! O sonho indica que ireis viver mais que todos os vossos parentes!

A fisionomia do rei se iluminou e ele mandou dar cem moedas de ouro ao sábio. Quando este saía do palácio um cortesão perguntou ao sábio:

 - Como é possível? A interpretação que você fez foi a mesma do seu colega. No entanto, ele levou chicotadas e você, moedas de ouro!

 - Lembre-se sempre... respondeu o sábio, TUDO DEPENDE DA MANEIRA DE DIZER AS COISAS...

Precisamos aprender como nos direcionar as pessoas que nos cercam, muitas vezes elas precisam apenas de uma palavra amiga ou uma mão estendida. Diga algo especial pra quem te cerca e pra todos que você gosta e que gostam de vc... isso pode fazer um grande diferença...



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